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Resumo em 10 segundos

🔬 A 17ª Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc coloca mulheres no centro do debate. Mais do que representatividade, a pauta é sobre quem produz — e para quem serve — o conhecimento.

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A Unesc abriu sua 17ª Semana de Ciência e Tecnologia com um tema direto ao ponto: “Ciência Delas”. 🔬🧵 A presença feminina na pesquisa é celebrada, mas o evento também convida a encarar uma pergunta essencial: quem ainda encontra barreiras para fazer ciência?

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A proposta reúne produção científica e troca de conhecimentos. Parece simples, mas esses espaços importam: ciência não avança só em laboratórios; ela depende de redes, orientação, financiamento, divulgação e oportunidades para novas pesquisadoras.

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Dar destaque às mulheres na ciência não significa criar um recorte decorativo. É reconhecer contribuições frequentemente apagadas e discutir obstáculos persistentes, como desigualdade de progressão na carreira, sobrecarga de cuidados e menor acesso a posições de liderança.

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O tema também amplia a pergunta sobre impacto: quando mais experiências participam da formulação de hipóteses e problemas de pesquisa, a ciência tende a enxergar lacunas que antes passavam despercebidas — da saúde à tecnologia, do clima à educação.

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Universidades têm papel decisivo nesse processo. Eventos científicos podem aproximar estudantes, docentes e comunidade, tornando visíveis trajetórias que inspiram e mostrando que pesquisa não é um território reservado a poucos.

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Mas visibilidade, sozinha, não resolve tudo. O debate precisa alcançar bolsas, permanência estudantil, combate ao assédio, distribuição de recursos e critérios de avaliação. Sem condições materiais, talento e vocação continuam sendo desperdiçados.

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A “Ciência Delas” da Unesc lembra algo fundamental: diversidade não é um detalhe institucional — é parte da qualidade do conhecimento produzido. Quanto mais gente puder investigar, questionar e criar, mais robustas serão as respostas para problemas reais.

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