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Resumo em 10 segundos

Imagens inéditas do cometa 3I/ATLAS vistas de Marte 🪐📸 — entenda como foram feitas, por que são difíceis e o que aprendemos com essa janela única.

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ESA divulga novas imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS sobrevoando Marte 🪐📸 🧵 A NASA já tinha captado o visitante; agora ExoMars TGO e Mars Express o registraram a ~30 milhões km. Vou explicar como fizeram e por que essas fotos importam para a ciência.

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O que aconteceu entre 1º e 7 de outubro: as sondas ExoMars TGO e Mars Express apontaram câmeras projetadas para a superfície marciana para o espaço. Capturar algo tão pequeno e apagado, tão longe, é um desafio técnico enorme — e por isso as imagens são relevantes.

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Como as câmeras fizeram isso? O instrumento CaSSIS a bordo do TGO tirou uma sequência de fotos mostrando um ponto branco movendo-se lentamente — o cometa. A resolução e sensibilidade não são otimizadas para objetos tão distantes, por isso o núcleo não aparece detalhado.

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Por que não vemos o núcleo? Mesmo a 30 milhões de km, o núcleo de um cometa interestelar é muito pequeno e pouco refletivo. O que vemos é a assinatura difusa (coma) ou ponto de luz. Técnicas usadas: empilhamento de imagens, subtração de fundo e rastreamento preciso do movimento.

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O valor científico vem da perspectiva: observar de Marte dá um ângulo distinto comparado à Terra, ajudando a refinar a trajetória e a reflexão da luz pelo cometa. Também mostra a força da cooperação internacional (NASA + ESA) e a importância de tornar dados públicos para pesquisadores mundo afora.

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Reflexão final: mesmo a dezenas de milhões de km, nossos robôs transformam Marte em um observatório móvel. Essas observações não só ampliam nosso conhecimento do Universo, como também demonstram por que investimentos em ciência aberta e cooperação global valem a pena.

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