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🌡️ Secas e enchentes já pressionam preços. Entenda por que especialistas defendem metas de inflação adaptadas ao risco climático.

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Secas, enchentes e ondas de calor estão encarecendo a vida — e complicando o combate à inflação. 🌡️🌾 A discussão agora é: a meta de inflação do Brasil precisa se adaptar a um clima mais instável? 🧵

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Vamos por partes: eventos extremos reduzem safras, interrompem transportes, danificam infraestrutura e podem afetar a energia. Com menos oferta ou logística mais cara, alimentos e outros produtos sobem de preço.

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Um estudo de Barnes et al. (2024) estima que, até 2035, o aquecimento global pode adicionar de 0,32 a 1,18 ponto percentual à inflação mundial. Nos alimentos, o efeito projetado vai de 0,92 a 3,23 pontos.

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A reação tradicional de um banco central é subir os juros para frear a demanda. Mas há um limite importante: juros altos podem reduzir consumo e investimento, porém não fazem a chuva voltar nem recuperam uma safra perdida.

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Isso não significa ignorar a inflação. Se empresas e trabalhadores passarem a esperar altas contínuas de preços, o choque temporário pode virar inflação persistente. O desafio é separar um problema pontual de um processo duradouro.

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A proposta debatida é uma meta “adaptativa”: manter a referência, mas aceitar mais tempo — de 3 a 5 anos — para a inflação convergir após choques climáticos persistentes. Para o Brasil, sugere-se meta central de ao menos 4%, com banda de 2%.

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A resposta não depende só do Banco Central: estoques estratégicos, infraestrutura resiliente, apoio temporário às famílias e crédito para transição verde ajudam a proteger oferta, emprego e preços. Estabilidade duradoura também se constrói fora da taxa de juros.

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