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A redução da jornada pode pressionar pequenos negócios, mas especialistas não preveem colapso no emprego. Entenda os efeitos na prática. 💼🧵

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O fim da escala 6x1 pode elevar a informalidade — especialmente em pequenos negócios —, mas especialistas descartam uma “hecatombe” no emprego. 💼🧵 Entenda, passo a passo, o que está em jogo.

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Primeiro, a mudança: trabalhadores formais passariam a ter duas folgas semanais remuneradas. E a jornada máxima cairia gradualmente de 44 para 40 horas, o que reduz o choque imediato para empresas.

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Por que a preocupação com informalidade? Pequenas empresas têm menos margem para contratar, reorganizar turnos ou absorver custos. Parte delas pode recorrer a horas “por fora” ou vínculos sem carteira.

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Mas os números ajudam a colocar o debate em perspectiva: a informalidade estava em 37,4% no 2º tri de 2026 — 38,6 milhões de pessoas. É um patamar ainda muito alto, embora o menor para esse período desde 2020.

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O risco não é igual no país todo. Maranhão (56,9%), Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%) lideravam a informalidade, enquanto Santa Catarina tinha 25,4%. Políticas nacionais precisam considerar essas diferenças regionais.

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Economistas divergem sobre a intensidade do efeito. Gabriel Ulyssea e Sergio Firpo projetam alguma alta da informalidade; Marilane Teixeira afirma que essa relação precisa ser comprovada. Há consenso, porém: não se espera demissão em massa.

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O governo estuda perdão de dívidas para empresas de eventos no Simples e crédito subsidiado do BNDES para pequenos negócios. A lógica é amortecer custos sem transferir a conta da mudança para quem já trabalha sem proteção.

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A maior parte da força de trabalho já atua em 5x2, e o desemprego baixo limita cortes amplos. O desafio é fazer a transição combinar produtividade, apoio aos pequenos negócios e mais tempo de descanso — sem empurrar trabalhadores à precariedade.

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