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Empresas brasileiras estão vendendo ativos e buscando escala para sobreviver a juros altos e dívidas pesadas. 📉🏢

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Fusões e aquisições seguem aquecidas no Brasil em 2026 — mas o combustível não é exatamente otimismo. 📉🏢 Muitas empresas estão vendendo ativos, buscando sócios ou se unindo para levantar caixa e reduzir dívidas. 🧵

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Primeiro, o básico: M&A é a sigla para fusões e aquisições. Uma empresa pode comprar outra, unir operações ou vender uma divisão específica. Em tempos favoráveis, isso serve para crescer. Em crises, muitas vezes serve para respirar.

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Segundo o Bank of America, reestruturações viraram um dos principais gatilhos dessas operações. Com juros altos e pouca visibilidade sobre quando o crédito ficará mais barato, manter dívidas pode custar mais do que vender parte do negócio.

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Na prática, é a chamada “venda de ativos”: a companhia abre mão de unidades, participações ou marcas para transformar patrimônio em dinheiro imediato. O recurso pode ir para pagar credores, reforçar o caixa ou reorganizar a operação.

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Os exemplos mostram o tamanho do movimento: a Algar Telecom vendeu sua operação de Internet das Coisas para a Arqia por R$ 720 milhões, visando reduzir endividamento. Cosan, Raízen, Rumo e CSN também têm ativos no centro dessa estratégia.

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Há ainda outro fenômeno: matrizes estrangeiras recomprando ações de subsidiárias brasileiras negociadas a preços baixos na B3. O Santander anunciou a compra dos 10% restantes do Santander Brasil — uma aposta de que esse ativo vale mais no longo prazo.

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Mas “mercado ativo” não significa necessariamente mercado saudável. O BofA avalia que as comissões geradas por negócios no Brasil devem ficar abaixo de 2025, enquanto o M&A global cresce puxado por megatransações de tecnologia.

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A lição é simples: em 2026, muitas negociações brasileiras não nascem da expansão, mas da necessidade. Vender ativos pode preservar empresas e empregos; o desafio é fazer isso com estratégia, transparência e sem sacrificar o futuro por caixa de curto prazo.

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