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🌿 Conhecimentos tradicionais e pesquisa pública podem ampliar o caminho para medicamentos brasileiros — com ética, conservação e acesso pelo SUS.

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🌿 Saberes Guarani-Kaiowá e biodiversidade amazônica podem ajudar a construir novos caminhos para a saúde no Brasil. Em debate na UFAM, pesquisadoras mostraram como ciência pública e conhecimentos tradicionais podem dialogar. 🧵

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A ideia central é “soberania sanitária”: ter capacidade de pesquisar, desenvolver e produzir medicamentos e vacinas no país, reduzindo dependências externas em momentos de crise.

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Mas há um detalhe essencial: não basta coletar uma planta e transformá-la em remédio. O processo científico exige identificar espécies, estudar compostos, testar segurança, eficácia, dose e possíveis efeitos adversos.

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A pesquisadora Aparecida Benites apresentou um mapeamento de dezenas de plantas medicinais conhecidas por povos Guarani e Kaiowá. Catalogar esses saberes também ajuda a preservar memórias, línguas, territórios e práticas de cuidado.

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Na Amazônia, o INCT-Probiam e o Laboratório de Tecnologia Farmacêutica e Cosmetologia da UFPA investigam produtos farmacêuticos derivados da biodiversidade. É a chamada prospecção: buscar moléculas e materiais com potencial terapêutico.

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Esse diálogo precisa de regras éticas. Povos e comunidades que detêm conhecimentos tradicionais devem participar das decisões, consentir com o uso de seus saberes e compartilhar os benefícios gerados — não virar apenas fonte de matéria-prima.

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A biodiversidade não é uma prateleira infinita de recursos: é uma rede viva que depende de floresta em pé, proteção territorial, pesquisa pública contínua e distribuição justa dos resultados. Cuidar da saúde pode começar por cuidar de quem cuida da terra.

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