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Resumo em 10 segundos

A dona de Tok&Stok e Mobly viu vendas e receita encolherem — e agora tenta ganhar tempo para reorganizar uma dívida bilionária. 🛋️📉

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A dona da Tok&Stok e da Mobly fechou o 2º trimestre com prejuízo de R$ 232,7 milhões. 🛋️📉 É mais que o dobro da perda de um ano antes — e o número revela o tamanho da travessia do Grupo Toky. 🧵

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Há um ano, o prejuízo era de R$ 88,9 milhões. Agora, chegou a R$ 232,7 milhões. No mesmo intervalo, a receita líquida caiu 37,3%, para R$ 207,1 milhões. Quando menos dinheiro entra e as dívidas seguem pesando, o caixa vira o centro da história.

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As vendas brutas também encolheram: o GMV somou R$ 295,2 milhões, queda de quase 32%. Não foi só uma questão de balanço: menos móveis e itens de decoração saíram das lojas e dos canais digitais do grupo.

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O retrato operacional ajuda a entender a pressão. O Ebitda — indicador que mostra o desempenho antes de juros e tributos — passou de R$ 19,4 milhões positivos para R$ 156,2 milhões negativos em um ano.

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Em maio, o Grupo Toky pediu recuperação judicial, citando dívidas acima de R$ 1 bilhão. Na prática, é uma proteção da Justiça para renegociar com credores e tentar manter a empresa funcionando, em vez de partir direto para a falência.

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A empresa atribui a crise aos juros altos, ao crédito mais restrito e ao endividamento das famílias — combinação que adia a compra de uma mesa, um sofá ou uma reforma. No dia seguinte ao pedido, trocou CEO e lideranças financeira e operacional.

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Agora, a disputa é contra o relógio: preservar marcas conhecidas, lojas, fornecedores e empregos enquanto reorganiza uma dívida bilionária. Recuperação judicial não garante virada, mas abre uma janela para que a empresa tente reconstruir seu caminho.

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