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Resumo em 10 segundos

Uma mensalidade subiu mais de 1.000% e a Justiça anulou os reajustes. Afinal, até onde vai a conta da saúde privada? 🏥

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De R$ 390 para R$ 4,7 mil: uma beneficiária viu seu plano de saúde subir mais de 1.000% em 11 anos. 🏥🧵 Se a mensalidade cresce nesse ritmo, estamos falando de reajuste — ou de expulsão silenciosa do paciente?

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A operadora alegou sinistralidade e alta dos custos médico-hospitalares. Mas uma justificativa genérica basta para cobrar milhares de reais a mais de quem depende do plano para se tratar? Quem consegue auditar essa conta?

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O TJ-SP não disse que reajuste por sinistralidade é sempre ilegal. O ponto foi outro: faltaram dados técnicos objetivos que comprovassem os custos e explicassem os percentuais aplicados. Transparência deveria ser exceção?

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A Justiça anulou os aumentos questionados, mandou aplicar os índices autorizados pela ANS para planos individuais e determinou devolução simples do que foi pago a mais, respeitando a prescrição de 3 anos.

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Há uma questão incômoda: contratos coletivos costumam ter regras de reajuste diferentes dos individuais. Mas essa diferença pode virar uma brecha para aumentos impossíveis de prever — e impossíveis de pagar?

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A operadora recorreu, mas o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, rejeitou o recurso contra a decisão favorável à consumidora. Se o cálculo não é demonstrado com clareza, por que o paciente deveria arcar com ele?

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Saúde não pode ser um privilégio que desaparece quando a pessoa mais precisa de cuidado. O caso deixa uma pergunta: sem informação clara e fiscalização efetiva, quantas famílias estão sendo empurradas para fora da cobertura?

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