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Resumo em 10 segundos

Vídeos criados por IA podem parecer consultas reais — mas espalham curas milagrosas e incentivam decisões perigosas. 🤖🩺

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Vídeos de “médicos” recomendando curas milagrosas podem ser deepfakes — imagens e vozes fabricadas por IA. 🤖🩺 Para idosos, esse golpe tecnológico pode significar abandonar um tratamento seguro por uma promessa falsa. 🧵

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Deepfake é um conteúdo sintético: a IA combina rosto, voz e movimentos para fazer alguém parecer dizer algo que nunca disse. A qualidade pode ser tão convincente que aparência profissional deixou de ser prova de verdade.

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O alvo frequente são doenças crônicas, como diabetes, obesidade e problemas de tireoide. Golpistas exploram ansiedade, dor e a busca por soluções rápidas para vender receitas, suplementos ou produtos sem evidência científica.

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O risco é concreto: interromper medicamentos para diabetes pode causar descompensação grave. No diabetes tipo 1, abandonar a insulina pode levar à cetoacidose diabética, coma e até morte, alerta Clayton Macedo, da SBEM.

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Os números mostram o alcance: um vídeo sobre “suco de batata” para gastrite passou de 2,2 milhões de visualizações. Outro prometendo “desentupir artérias” superou 2,6 milhões e teve mais de 60 mil compartilhamentos.

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E não é um problema isolado. Pesquisa da UFRJ analisou quase 170 mil anúncios no Facebook e Instagram: mais de 76% eram enganosos. Plataformas precisam detectar, rotular e remover esse tipo de fraude com mais eficiência.

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Como se proteger? Desconfie de cura rápida, linguagem milagrosa, pressão para comprar e vídeos que mandam parar remédios. Procure o nome do especialista em fontes oficiais e confirme qualquer orientação com a equipe de saúde.

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A regra mais importante é simples: nenhum vídeo, por mais realista que pareça, deve mudar um tratamento médico. Na era dos deepfakes, letramento digital também virou uma ferramenta de proteção à saúde.

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