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Resumo em 10 segundos

💎 Cientistas recriaram condições extremas para derreter diamante — e abrir uma nova janela para entender os gigantes de gelo.

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💎 Cientistas conseguiram derreter diamante em laboratório sob condições tão extremas que ajudam a explicar uma das ideias mais fascinantes do Sistema Solar: a possível “chuva de diamantes” em Urano e Netuno. 🧵

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O experimento submeteu uma amostra a pressões até 3 vezes maiores que as do núcleo da Terra e temperaturas próximas às da superfície do Sol — tudo por uma fração de segundo, com lasers e medições ultrarrápidas.

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Como fizeram? Um laser atingiu a parte externa do diamante e gerou uma poderosa onda de choque no interior. Raios X de alta velocidade permitiram observar o material mudando de estado em tempo real. Ciência no limite!

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O resultado ajuda a reduzir uma antiga incerteza: estudos anteriores divergiam em até 20% sobre o ponto de fusão do diamante. Os novos dados ficaram compatíveis com os modelos de carbono sob condições extremas.

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A descoberta mais curiosa: em certas condições, o diamante sólido pode ficar menos denso que o carbono líquido — parecido com o gelo flutuando na água. Isso muda como entendemos a dinâmica profunda desses planetas.

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A hipótese é que carbono em Urano e Netuno se transforme em diamantes, afunde pelas camadas internas e, mais abaixo, derreta. Esse ciclo poderia liberar calor e ajudar a explicar parte da energia emitida por Netuno.

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Importante: ninguém “viu” diamantes caindo nesses planetas ainda. Mas o experimento mostra que as condições físicas necessárias são plausíveis. É um passo enorme para testar ideias antes restritas a simulações.

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E há impacto aqui na Terra: entender o diamante sob choque também pode aperfeiçoar cápsulas usadas em pesquisas de fusão nuclear. Investigar mundos distantes pode, literalmente, iluminar caminhos para novas fontes de energia.

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