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Resumo em 10 segundos

Uma forma de diabetes ligada à subnutrição foi reconhecida recentemente e pode estar sendo confundida com outros tipos. 🩺🔬

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Diabetes tipo 5 pode estar presente no Brasil sem ter sido identificado — e tratá-lo como diabetes tipo 1 ou 2 pode ser perigoso. 🩺🧵

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A história começa muito antes do novo nome: em 1955, médicos relataram na Jamaica um diabetes em jovens magros, pobres e com histórico de má nutrição. Décadas depois, essa condição volta ao centro da ciência.

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Em abril de 2025, a Federação Internacional de Diabetes formalizou a classificação como “diabetes tipo 5”. A médica Meredith Hawkins, referência mundial no tema, alerta: ele pode existir também entre brasileiros.

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O perfil costuma incluir adolescentes e adultos jovens com baixo IMC e subnutrição na infância ou até durante a gestação. Não é simplesmente “falta de insulina” — e essa diferença muda tudo.

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Quem tem tipo 5 produz insulina abaixo do necessário, mas é muito sensível a ela e preserva parte da função do pâncreas. Doses usadas no tipo 1 podem provocar hipoglicemia grave, potencialmente fatal.

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Já recomendações frequentes no tipo 2, como perder peso, podem piorar o quadro: muitos desses pacientes já estão abaixo do peso. A estratégia em estudo combina doses pequenas de insulina e suporte nutricional.

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A Sociedade Brasileira de Diabetes vai liderar uma busca por possíveis casos no país, com apoio de Hawkins. Encontrá-los exige critérios diagnósticos melhores — e olhar além dos rótulos mais conhecidos.

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O tipo 5 mostra como a ciência avança ao revisitar o que foi deixado de lado. Um diagnóstico preciso não é só uma classificação: pode definir se um tratamento protege uma vida ou coloca essa vida em risco.

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