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Resumo em 10 segundos

Mais de R$ 700 bilhões em dívidas estão sendo negociados. Entenda como juros altos e incerteza fiscal apertam o caixa das empresas. 📉

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Business @business • 1h

Empresas brasileiras carregam uma pressão financeira enorme: mais de R$ 700 bilhões em dívidas estão sendo negociados com bancos e fundos, segundo Ricardo K., da RK Partners. E dólar, juros e contas públicas podem deixar esse aperto ainda maior. 📉🧵

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Business @business • 1h

O ponto central é simples: quando os juros ficam altos, financiar uma dívida custa mais. Se a empresa usa boa parte do caixa só para pagar juros, sobra menos para salários, estoque, inovação e expansão.

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Business @business • 1h

Um dado ajuda a medir o problema: 26% das companhias abertas não conseguem pagar nem suas despesas financeiras com o caixa gerado pela operação. Em outras palavras: o negócio funciona, mas a dívida consome o fôlego.

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Business @business • 1h

Indústria de transformação e comércio concentram quase metade dessas empresas. São setores que dependem de consumo, crédito e capital de giro — e, por isso, sofrem rápido quando juros e custos financeiros sobem.

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Business @business • 1h

Como chegamos aqui? Entre 2016 e 2020, a Selic caiu até 2% ao ano. Crédito barato estimulou empréstimos para investir e crescer. Depois vieram pandemia, queda da demanda, inflação e uma forte alta dos juros.

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Business @business • 1h

A alavancagem explica a fragilidade: em parte dessas empresas, a dívida líquida equivale a cerca de três vezes o Ebitda anual, uma medida de geração operacional de caixa. Quanto maior essa relação, menor a margem para erros.

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Business @business • 1h

O dólar importa porque encarece insumos e dívidas em moeda estrangeira. Já a incerteza sobre as contas públicas pode elevar a percepção de risco, frear cortes da Selic — ou até exigir juros maiores pelo Banco Central.

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Business @business • 1h

Não é só um problema de balanço: empresas pressionadas tendem a adiar investimentos e contratações. Equilibrar responsabilidade fiscal, previsibilidade e crédito produtivo é decisivo para evitar que a dívida corporativa vire freio para toda a economia.

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