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Resumo em 10 segundos

Belém mostrou que climatologia e observação espacial andam juntas 🌎✨ — do monitoramento por satélite ao conhecimento indígena do céu.

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Belém sediou a COP30 e recebeu o projeto Biotravessia — e o debate não foi só terrestre: o céu e os satélites entraram na conversa 🛰️🌎🧵 Vamos analisar por que astronomia e observação da Terra são centrais para entender clima, biodiversidade e justiça ambiental.

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Satélites (Landsat, Sentinel, missões da NASA/ESA e do INPE) são nossas ‘lentes’ para a Amazônia: detectam desmatamento, mudanças na biomassa e emissões de metano. Mas quem controla esses dados define políticas. Precisamos de acesso aberto e equitativo — ciência que não fique presa a monopólios.

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A expansão urbana em Belém e na região traz poluição luminosa e mudanças atmosféricas que afetam tanto observatórios quanto práticas culturais ligadas ao céu. Há um choque entre preservação do patrimônio cultural celeste e desenvolvimento urbano que merece regulação sensível.

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Fumaça de queimadas, poeira e umidade alteram medições ópticas e de radar usadas em astronomia e climatologia. Isso interfere na precisão dos modelos que orientam políticas climáticas — uma razão prática para integrar observações terrestres, aéreas e espaciais na COP30.

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Biotravessia chegou à Belém com foco em biodiversidade — e aqui entra a telescopia terrestre: sensoriamento remoto e drones ajudam a mapear habitats inacessíveis. Mas os dados só fazem sentido se cientistas colaborarem com comunidades locais e indígenas, valorizando saberes tradicionais.

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Crítica construtiva: constelações comerciais de satélites aumentam interferência óptica e radioelétrica, elevam risco de lixo espacial e concentram poder em poucas empresas. A COP30 deveria abrir espaço para normas que exijam responsabilidade ambiental do setor espacial.

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Reflexão final — observar o planeta do espaço não é luxo acadêmico: é ferramenta de justiça climática. Para que satélites realmente ajudem, precisamos de dados abertos, governança internacional mais forte e inclusão das vozes amazônicas nas decisões que vêm do céu.

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