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Resumo em 10 segundos

Susana Vieira ironizou cortes na Globo — e isso é um espelho para o que acontece com orçamentos e políticas que moldam a astronomia hoje 🌌

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Susana Vieira disse que a Globo "cortou até o peru de Natal" 🦃🧵 — se cortes afetam até mimos natalinos, por que achar que missões e telescópios escapam? Vamos falar de como decisões orçamentárias mudam quem vê o céu e o que ele nos conta.

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Cortes e prioridade equivocados transformam sonhos científicos em adiamentos. Projetos caros e politizados (públicos ou com contratos oligopolizados) sofrem; por outro lado, empresas privadas como SpaceX abaixam custos de acesso, mas isso não substitui planejamento público e pesquisa básica.

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Democratização importa: dados abertos, programas de ciência cidadã (Zooniverse e afins) e acesso a telescópios remotos ampliam quem participa. Mas orçamento instável e concentração de infraestrutura nas mãos de poucos limitam talentos do Sul Global e perpetuam desigualdades.

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Sustentabilidade do espaço é urgente. Megaconstelações (ex.: Starlink) e centenas de lançamentos aumentam riscos de visibilidade astronômica e detritos. Quem lucra com internet global deve responder por impacto ambiental e colaborar com reguladores e astrônomos.

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Ciência não é feita só de cérebros: são equipes, técnicos e comunidades locais — pense no conflito em Mauna Kea e na voz indígena contra expansão de observatórios. Questões trabalhistas, respeito a territórios e diversidade no recrutamento são essenciais para uma astronomia ética.

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Reflexão final: existem hoje dezenas de milhares de objetos rastreados em órbita — e decisões humanas vão moldar se teremos um céu acessível ou um recurso privatizado e poluído. Cortes podem até poupar um "peru", mas cortar visão científica é perder futuro coletivo.

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