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Resumo em 10 segundos

Dívida, inflação, juros de 14% e fuga da Bolsa: o novo ministro da Fazenda reconhece que a preocupação dos investidores é legítima. 📉🧵

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Dario Durigan reconheceu algo que o mercado vem sinalizando há meses: a trajetória da dívida pública preocupa — e com razão. 📉 O ministro diz que o Brasil “tem que melhorar o fiscal”. O desafio é transformar a frase em medidas críveis. 🧵

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O ponto sensível não é só o gasto atual, mas o futuro: investidores querem saber como o governo vai controlar despesas obrigatórias e estabilizar a dívida nos próximos anos. Sem previsibilidade, o risco fiscal entra no preço de tudo.

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O efeito já aparece nos ativos: o real caiu em todos os cinco pregões da semana passada, e estrangeiros retiraram mais de R$ 13,5 bilhões da Bolsa até quarta-feira no mês citado. Mercado não reage apenas a números: reage à confiança na rota futura.

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Há uma conexão direta com a vida real: expectativas de inflação seguem acima da meta de 3% até 2028, e o Banco Central mantém juros em 14% ao ano. Crédito caro freia investimento, consumo e principalmente pequenas empresas e famílias endividadas.

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Durigan acerta ao tratar a política fiscal como ferramenta para reduzir juros estruturais. Mas ela não opera por discurso. Exige metas transparentes, revisão de gastos ineficientes e regras que sobrevivam ao calendário eleitoral.

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O debate também não deveria virar uma escolha simplista entre ajuste e proteção social. A questão é qualidade do gasto: preservar políticas públicas que ampliam acesso e reduzir privilégios, desperdícios e renúncias fiscais sem retorno mensurável.

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A incerteza eleitoral amplia o prêmio de risco, mas não explica tudo. Empresas, credores e trabalhadores precisam de um ambiente previsível. Se o governo quer convencer investidores, terá de detalhar como dívida e despesas cabem no mesmo plano.

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O dado mais incômodo é que juros de 14% não são apenas um indicador financeiro: são o custo da falta de confiança espalhado por toda a economia. Melhorar o fiscal é menos sobre agradar o mercado — e mais sobre tornar o crédito viável no país.

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