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Resumo em 10 segundos

🔮 Há um século, nomes respeitados testavam telepatia, médiuns e até “animais psíquicos”. O que essas buscas improváveis ensinaram à ciência?

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Há 100 anos, cientistas e filósofos renomados levavam telepatia, médiuns e precognição a sério — e até investigavam possíveis poderes psíquicos em cães e cavalos. 🔮🧵 Mas isso era ingenuidade ou uma etapa necessária da ciência?

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J. J. Thomson, Nobel de Física de 1906, participou de experimentos com médiuns. C. D. Broad frequentou sessões espíritas e pensou sobre prever o futuro. Por que figuras tão influentes se arriscavam nesse terreno?

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A resposta não é simplesmente “eles acreditavam em tudo”. Na virada do século 20, os limites do que era conhecido sobre mente, percepção e matéria ainda estavam em disputa. Como testar o improvável sem abandonar o rigor?

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A Sociedade para Pesquisa Psíquica reuniu pesquisadores para investigar relatos extraordinários. A pergunta central era ótima: se alguém afirma um poder fora do comum, que evidência seria forte o bastante para convencer céticos?

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F. C. S. Schiller, filósofo de Oxford e cofundador do pragmatismo, discutiu “matemáticos equinos”: cavalos que respondiam com cascos a contas. O animal calculava mesmo — ou captava sinais mínimos das pessoas?

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Esse tipo de dúvida ajudou a consolidar controles experimentais: evitar pistas involuntárias, repetir testes, separar expectativa de resultado e registrar falhas. Quantas descobertas dependem justamente de desconfiar do que parece óbvio?

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O paranormal não virou prova de telepatia. Mas a tentativa de examiná-lo expôs vieses, refinou métodos e ensinou uma lição duradoura: mente aberta não é aceitar qualquer alegação; é criar testes capazes de derrubá-la.

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