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Resumo em 10 segundos

Datafolha mostra uma disputa apertada em que eleitores chegam ao segundo turno movidos por prioridades bem diferentes. 🗳️

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A dez dias do 2º turno, a corrida aparece no limite da margem de erro: Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula, 45%, segundo o Datafolha. Mas por trás dos números há duas histórias diferentes sobre o que o eleitor espera do país. 🗳️🧵

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De um lado, eleitores de Flávio dizem procurar mudança e alternância de poder. Esse foi o motivo citado por 41% de seus apoiadores — um retrato do desejo de virar a página, independentemente de qual seja o diagnóstico para os problemas do país.

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Do outro, a palavra que mais mobiliza os eleitores de Lula é proteção social e identificação de classe: 48% apontam esse fator. É o voto de quem coloca na balança renda, emprego, acesso a serviços públicos e a segurança de não ficar para trás.

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A pesquisa ouviu 2.520 pessoas em 153 municípios, nos dias 13 e 14, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança. Por isso, 47% a 45% não define um favorito estatístico: o cenário é de empate técnico.

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A rejeição também ajuda a explicar a tensão: Lula registra 46%; Flávio, 44%. E 3% dizem rejeitar os dois. Para uma parcela do eleitorado, a eleição não é só escolher um projeto — é tentar escapar de opções que não representam suas expectativas.

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A disputa, portanto, não cabe apenas no placar. Ela contrapõe a demanda por renovação à busca por uma rede de proteção. O resultado dependerá de quem conseguir transformar essas prioridades em propostas concretas, com responsabilidade democrática e alcance para quem mais precisa.

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