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Resumo em 10 segundos

A CCJ aprovou, mas a PEC que reduz a jornada e garante dois dias de descanso não chegou ao plenário. Entenda o jogo político por trás disso 🧵

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O fim da escala 6x1 ficou parado no Senado 😵‍💫🧵 Mesmo aprovada na CCJ, a PEC não foi votada em plenário nesta quarta (2). Sem garantia dos 49 votos necessários, a base do governo preferiu não colocar o texto em risco.

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Na prática, a votação deve ficar para depois do 1º turno das eleições, em outubro. É aquele velho cálculo político: uma PEC precisa de 3/5 do Senado em dois turnos — ou seja, não basta ter maioria simples.

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A proposta, PEC 221/2019, prevê duas folgas remuneradas por semana, sem corte de salário, e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. A mudança teria transição de 14 meses.

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A CCJ tinha até aprovado um rito acelerado para tentar votar tudo nesta semana. Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, perguntou se havia votos suficientes. A resposta foi não — e a pauta não avançou.

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Segundo Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, houve uma ação da oposição para esvaziar o plenário. Ele citou Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho. A oposição já tinha registrado quatro votos contrários na CCJ.

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O debate vai bem além de uma tabela de horários: mexe com tempo de descanso, saúde, convivência familiar e emprego. Para quem trabalha seis dias e folga só um, qualquer imprevisto já consome a única pausa da semana.

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Agora a PEC entra no terreno mais difícil: transformar apoio público em 49 votos no Senado. Depois da eleição, cada senador terá de dizer claramente se topa reduzir a jornada sem reduzir salário. É aí que a política deixa de ser discurso e vira decisão.

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