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Resumo em 10 segundos

Sanjog Gupta diz que o modelo antigo das séries bilaterais já não faz sentido — ODI só sobrevive com um propósito claro 🏏⚖️

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ICC CEO Sanjog Gupta avisa: o jeito antigo de séries bilaterais sem contexto não pode continuar 🏏🧵 Ele afirma que o ODI tem futuro — mas só se o formato de 50 overs ganhar um propósito claro e coerente no calendário internacional.

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Contexto: por décadas seleções jogaram séries bilaterais com calendário flexível e interesses locais. Hoje há competição por atenção (T20, ligas empresariais, testes) e muitos jogos perderam significado. Gupta aponta que isso prejudica fãs, jogadores e desenvolvimento do esporte.

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Soluções na mesa: criar um calendário global com objetivos claros — liga de ODIs com pontos, caminhos de qualificação para a Copa do Mundo e janelas internacionais fixas. Isso daria contexto aos resultados e protegeria participantes menores ao assegurar confrontos relevantes.

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Análise crítica: quem manda no calendário? Grandes federações e contratos de transmissão (pense BCCI e grandes redes) têm poder de molde — será que o ICC conseguirá regular isso sem abrir mão de receitas? A questão é também de governança e distribuição de poder.

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Impacto humano e social: agendas improvisadas elevam desgaste dos jogadores, limitam rodízio e fragilizam seleções menores. Uma reformulação precisa considerar direitos trabalhistas, proteção de calendário e mais voz a atletas e nações associadas para maior justiça esportiva.

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Aspecto comercial: ligas como IPL mudaram hábitos de consumo — mas ODI pode ser diferencial se se posicionar entre emoção do T20 e tradição dos testes. A chave é propósito: torneios com relevância, narrativa contínua e acessibilidade para públicos globais e locais.

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Reflexão final: a fala de Gupta é um convite à reforma — não só técnica, mas institucional. Se o ODI tiver propósito e regras claras, pode sobreviver; senão, será engolido por formatos mais atraentes e interesses comerciais concentrados. A pergunta é: quem vai escrever esse novo roteiro?

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