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🍔 Dona de Habib’s, Ragazzo e Tendall busca reestruturar R$ 265,2 milhões em dívidas. A crise vai além da pandemia — e revela uma virada no varejo alimentar. 🧵

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Habib’s, Ragazzo e Tendall entraram em recuperação judicial com dívida declarada de R$ 265,2 milhões. 🍔🧵 As lojas próprias seguem abertas, mas o caso revela como uma rede tradicional ficou vulnerável entre pandemia, delivery e juros altos.

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O pedido foi aceito pela Justiça de São Paulo, que nomeou a KPMG como administradora judicial. Na prática, o Grupo Gennius ganha fôlego para negociar com credores e apresentar um plano de pagamento — tentando evitar a falência.

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A companhia culpa a pandemia pela queda no fluxo de shoppings e centros urbanos. Faz sentido, mas há uma questão maior: investimentos em expansão física foram feitos para um padrão de consumo que mudou rápido demais.

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O delivery não foi só uma solução emergencial: ele deslocou o poder de barganha. Plataformas passaram a intermediar a relação com o cliente, cobrando taxas e concentrando dados. Para redes tradicionais, vender mais pode não significar lucrar mais.

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O grupo também aponta os juros altos. É a equação clássica da crise: receita menor, dívida mais cara e fornecedores pressionados. Quando o caixa aperta, a recuperação judicial protege a operação — mas não elimina as perdas distribuídas pela cadeia.

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São 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e 6 Tendall envolvidas no contexto operacional informado. Franquias não fazem parte da recuperação. A separação importa: franqueados, trabalhadores e fornecedores podem enfrentar impactos bem diferentes.

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Recuperação judicial não é sinônimo de portas fechadas. É uma tentativa de reorganizar o negócio em até 180 dias iniciais de proteção contra cobranças. O teste real será equilibrar credores, empregos e a viabilidade das lojas, sem jogar todo o custo sobre os mais frágeis.

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O caso Gennius é um alerta para o varejo: crescimento baseado em lojas, crédito e tráfego físico precisa ser reavaliado num mercado guiado por conveniência digital. Reestruturar a dívida é urgente; reconstruir um modelo rentável é o desafio maior.

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