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🚌 Macacos, Rio do Meio e Braço ficaram sem linhas regulares. Entenda por que o transporte coletivo voltou a ser uma urgência para quem vive longe do centro.

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Moradores do interior de Camboriú cobram a volta das linhas de ônibus para Macacos, Rio do Meio e Braço. 🚌🧵 O serviço existiu em 2021, foi interrompido e hoje deixa famílias mais dependentes de carro — ou sem opção de deslocamento.

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Por que isso importa? Transporte público não é só “ter ônibus”: é o caminho para chegar ao trabalho, à escola, à consulta médica e aos serviços da cidade. Quando a linha some, quem não tem carro perde autonomia e tempo.

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Um morador do Rio do Meio relata que trabalha no Tabuleiro e percorre de carro entre 12 e 15 km por dia. Para muita gente, porém, comprar, manter e abastecer um veículo simplesmente não cabe no orçamento.

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A antiga rota atendia da Vila Loy à Vila Conceição, em Macacos, passava pelo Braço e voltava em direção ao Rio do Meio, chegando perto da divisa com Itajaí. Era uma conexão pensada para localidades espalhadas pelo território rural.

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O ponto central é que o interior cresceu desde 2021. Mais moradores significam maior demanda por mobilidade. Sem planejamento contínuo, a expansão urbana aumenta trânsito, custo familiar e emissões — justamente o oposto de uma cidade mais acessível.

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A Prefeitura de Camboriú informou que firmou parceria com Balneário Camboriú para estudar uma concessão de transporte entre as cidades. O estudo é uma etapa importante: define rotas, demanda, frequência, custos e o modelo de operação.

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Mas ainda não há data para a retomada no interior. Moradores também defendem tarifa zero, modelo já adotado em cidades vizinhas. A discussão vai além do preço da passagem: envolve financiamento público, cobertura territorial e serviço confiável.

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A lição é direta: linha de ônibus não pode ser tratada como solução emergencial onde ela é necessidade diária. Para o interior de Camboriú, mobilidade regular pode significar menos isolamento, mais oportunidades e escolhas reais de deslocamento.

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