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A renda e o emprego dos jovens avançaram no Brasil. Mas o diploma está abrindo portas suficientes — ou só elevando a régua? 🎓💼

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Jovens de 18 a 29 anos estão ganhando mais e encontrando mais emprego no Brasil. 🎓💼 Mas, se a recuperação chegou, por que eles ainda recebem quase 38% menos que profissionais de 30 a 59 anos? 🧵

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No 2º trimestre de 2026, a renda média mensal dos jovens foi de R$ 2.593 — o 2º maior nível da série histórica, segundo estudo do FGV Ibre com dados da Pnad Contínua/IBGE. Avanço real, sem dúvida. Mas R$ 2.593 acompanha o custo de morar, estudar e começar a vida adulta?

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A comparação expõe o tamanho do degrau: trabalhadores de 30 a 59 anos receberam, em média, R$ 4.167. A média nacional foi R$ 3.738. A juventude está entrando num mercado mais aquecido ou num mercado que continua pagando pouco a quem está começando?

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A educação ajuda a explicar parte da melhora. Entre 2012 e 2026, a fatia de jovens com superior completo subiu de 11% para 16,8%. Já os sem instrução ou com fundamental incompleto caíram de 17,6% para 5,6%. Mas diploma deveria ser diferencial ou requisito mínimo para uma vaga decente?

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A história de Emily Carla, 20, mostra o outro lado: vinda de escolas públicas da periferia, ela buscou cursos e conquistou bolsa integral em jornalismo — após ouvir vários “nãos” por estudar em período integral ou não cumprir exigências. Quantos talentos ficam pelo caminho por falta de flexibilidade das empresas?

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O estudo aponta melhora, mas também uma pergunta que empresas e gestores não podem ignorar: crescimento do emprego basta se a porta de entrada segue marcada por salário menor, experiência prévia e barreiras de acesso? A recuperação só estará completa quando começar a reduzir essa distância.

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