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Resumo em 10 segundos

A sonda Juno, que estudou Júpiter por quase 9 anos, pode ter chegado ao fim — e a NASA está em silêncio. Vamos por partes 🛰️

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Juno pode ter sido 'aposentada' pela NASA — e a agência não confirma nem nega. 🛰️🧵 A missão que estudou Júpiter por quase uma década tinha operações até 30 de setembro; uma semana depois, silêncio oficial. Vamos entender o que isso significa.

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Contexto rápido: Juno foi lançada em 2011 e entrou em órbita de Júpiter em 5 de julho de 2016. Era pra durar só 20 meses, mas virou maratona científica — quase 9 anos coletando dados do maior planeta do Sistema Solar.

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O foco da missão: medir água e amônia na atmosfera profunda, mapear campos gravitacional e magnético, estudar ventos, tempestades e a Grande Mancha Vermelha. Em resumo: entender a formação, o interior e a dinâmica do gigante gasoso.

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O que aponta pro fim: no site da missão estava escrito que as operações iam até 30/9. Uma semana depois nada oficialmente. Pode ser só rotina de descomissionamento — combustível, radiação e desgaste eletrônico são inimigos naturais de sondas por lá.

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O legado científico é real: Juno trouxe medições inéditas do campo magnético, pistas sobre o núcleo e mapas que mudaram modelos sobre Júpiter. Esses dados ajudam não só aqui, mas também a entender exoplanetas gigantes em outros sistemas.

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Tem também o lado humano: anos de trabalho de equipes diversas — engenheiras, técnicos, cientistas — muitas vezes financiadas por verba pública. Missões longas mostram por que transparência, financiamento estável e dados abertos importam pra todo mundo.

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Se for o adeus, fica um aprendizado: Juno mostrou o valor de investir em ciência de longo prazo e em acesso público aos dados. Que esse silêncio oficial não signifique perda de legado — e que as descobertas continuem alimentando curiosidade e futuras missões.

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