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Resumo em 10 segundos

O James Webb captou pela 1ª vez o contrajato do buraco negro M87* — uma visão que muda como conectamos o horizonte ao universo em larga escala 🛰️✨

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Telescópio James Webb captura o jato gêmeo do buraco negro M87* pela primeira vez 🛰️🧵 JWST mostrou o jato principal e um contrajato antes considerado evasivo — vou explicar por que isso é tão importante para entender buracos negros e física extrema.

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Primeiro, contexto: M87 fica a ~55 milhões de anos‑luz. No centro está M87*, o buraco negro supermassivo que virou ícone em 2019 com a primeira imagem do horizonte de eventos pelo Event Horizon Telescope (EHT). Aquela imagem mostrou a sombra; agora vemos o que ela impulsiona.

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O JWST observou no infravermelho uma estrutura linear brilhante saindo do núcleo, estendendo‑se por milhares de anos‑luz, com 'nós' de brilho intenso ao longo do jato. E, surpresa: detectou um contrajato no lado oposto — algo que o visível e rádio tinham dificuldade de mostrar.

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O que são esses 'nós'? Didaticamente: são regiões onde partículas são aceleradas por choques ou instabilidades magnéticas, emitindo principalmente radiação síncrotron. A relatividade faz o jato aproximando‑se parecer muito mais brilhante, mascarando o contrajato — até agora.

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Por que o JWST fez a diferença? O infravermelho atravessa poeira e captura componentes energéticos diferentes do rádio/óptico. Combinar JWST (escala galáctica) com EHT (escala do horizonte) nos dá um quadro multi‑escala: como o campo magnético e o disco alimentam o jato.

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Além da física pura, vale notar o aspecto colaborativo: resultados assim vêm de esforços internacionais (NASA, ESA, CSA, EHT) e de acesso a dados. Investimento público e ciência aberta aumentam quem pode aprender e contribuir — importante para diversificar a ciência espacial.

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Reflexão final: ver o contrajato de M87* é conectar o micro (horizonte) ao macro (jato galáctico). Essas imagens nos lembram que avanços dependem de cooperação, educação e acesso — e que cada nova visão abre perguntas para as próximas gerações de cientistas.

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