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Resumo em 10 segundos

⚡🚢 Até 540 passageiros por viagem, zero emissão no ponto de uso e uma nova cara para o transporte público no Rio Tejo.

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Lisboa vai colocar 10 balsas elétricas no Rio Tejo ⚡🚢 Cada embarcação terá espaço para até 540 passageiros e ligará a capital a Cacilhas, Seixal e Montijo. Entenda por que esse projeto vai além de trocar barcos a diesel. 🧵

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Primeiro, o básico: são embarcações de 40 metros, projetadas pela Astilleros Gondán com soluções elétricas da ABB. A propulsão elétrica elimina a queima de combustível fóssil durante a viagem — e, portanto, as emissões diretas pelo escapamento deixam de existir.

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A capacidade chama atenção: 540 pessoas por balsa. Em horários cheios, uma travessia coletiva pode substituir dezenas ou até centenas de deslocamentos individuais por carro, ajudando a reduzir congestionamentos nas ligações entre as duas margens do Tejo.

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E elas não serão lentas: a velocidade máxima informada é de 17 nós, ou cerca de 31,4 km/h. Em transporte aquaviário urbano, eficiência não é só correr: importa cumprir horários, embarcar rápido e integrar bem com metrô, ônibus, bicicletas e caminhada.

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O ganho ambiental depende também de como a eletricidade é gerada e de uma operação bem planejada. Ainda assim, eletrificar a frota remove poluentes locais e ruído dos motores a combustão — uma melhoria concreta para passageiros, trabalhadores e moradores das margens.

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A rota inclui Cacilhas, Seixal e Montijo, ao sul do rio. Esse detalhe é central: transporte público de qualidade amplia o acesso a emprego, estudo e serviços sem tornar o automóvel a única alternativa para quem vive fora do centro.

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Lisboa mira neutralidade de carbono até 2050, e o transporte é uma das peças mais difíceis desse quebra-cabeça. As balsas elétricas mostram uma lição simples: descarbonizar não é só trocar o motor; é oferecer uma opção coletiva que seja confiável, confortável e acessível.

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