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Resumo em 10 segundos

Avanço na medicina reprodutiva: transplante uterino materno leva a nascimento saudável 🤰🧬

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Australiana dá à luz após transplante do útero da própria mãe 🤰🧵 Primeiro transplante uterino bem‑sucedido da Austrália resultou em nascimento após fertilização in vitro. Procedimento ocorreu no início de 2023 no Royal Hospital for Women.

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A equipe foi liderada pela médica Rebecca Deans e pelo pioneiro sueco Mats Brännström. A retirada do útero da doadora, Michelle, levou cerca de 11 horas; a implantação em Kirsty aproximadamente 4 horas — cirurgia complexa e multidisciplinar.

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Houve desafios pós‑operatórios: perda de sangue e necessidade de transfusões. Apesar disso, a equipe considerou o transplante bem‑sucedido, abrindo nova etapa para a família e mostrando viabilidade clínica do procedimento com doadora viva.

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Sinais de função uterina apareceram cedo: 32 dias após o transplante Kirsty teve sua primeira menstruação. Três meses depois foi agendada a transferência de embrião obtido por FIV — combinação cirúrgica e reprodução assistida.

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O caso — mãe doando útero para a filha que ela mesma gestou — levanta questões médicas e éticas: riscos para a doadora, necessidade de consentimento plenamente informado e acompanhamento de longo prazo para doadora e receptora.

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Contexto internacional: Brännström realizou o primeiro transplante uterino com nascimento em 2014. Desde então procedimentos seguem sendo raros, concentrados em centros especializados e com custos e requisitos clínicos significativos.

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Reflexão final: o nascimento é um marco técnico que amplia opções para quem tem infertilidade por ausência uterina, mas exige políticas públicas, regulação e atenção à equidade de acesso e à proteção das doadoras.

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