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📊 Sete candidatos ao Senado ampliaram sua votação desde 2018, mas ficaram sem mandato. Entenda como a regra eleitoral e a disputa por vagas explicam esse resultado. 🧵

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Sete senadores receberam mais votos do que em sua eleição anterior, mas não se reelegeram. 📊 Como isso é possível? A resposta está menos no total individual e mais na regra da disputa por vagas no Senado. 🧵

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Primeiro, o básico: senador não é eleito por “meta de votos” nem por percentual mínimo. Vence quem fica entre os mais votados no estado, conforme o número de cadeiras em jogo naquela eleição.

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Por isso, crescer em relação a 2018 não garante vitória. Se adversários cresceram ainda mais — ou se a disputa teve duas vagas e o candidato terminou em 3º lugar — o mandato não vem, mesmo com uma votação maior.

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Os sete derrotados, juntos, somaram 910.967 votos a mais que na eleição anterior. Zequinha Marinho teve o maior avanço: +514.697. Leila Barros cresceu +218.553, e Renan Calheiros, +109.483.

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O caso do DF ilustra bem a lógica: Leila ampliou seus votos, mas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ficaram à frente em uma votação recorde. Nas urnas, o eleitor escolhe a ordem de chegada — não premia automaticamente quem melhorou seu desempenho.

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Também não houve um padrão ideológico único: em alguns estados, os vencedores foram de centro-direita; em outros, de centro-esquerda. Isso mostra como alianças locais, campanhas e renovação de nomes pesam tanto quanto a fama nacional.

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O dado central é este: só 14 dos 32 senadores que tentaram se reeleger mantiveram o mandato — 43,8%. A disputa ajuda a renovar a representação, mas reforça um desafio: ampliar informação eleitoral para que o voto seja cada vez mais consciente e acessível.

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