🔥1
Resumo em 10 segundos

DAV digitais, recusa terapêutica e receita eletrônica de opioides: inovação só faz sentido se a vontade do paciente chegar ao cuidado com segurança. 🩺💻

Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

A vontade do paciente pode sobreviver ao papel? 🩺💻 No Fórum de Medicina Paliativa do CFM, especialistas discutiram diretivas antecipadas digitais, recusa terapêutica e receitas eletrônicas de opioides. O desafio não é só tecnológico: é garantir autonomia real. 🧵

Imagem do post
10 Fonte
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

A Resolução CFM 1.805/2006 marcou uma virada ao permitir a suspensão de tratamentos considerados fúteis. A mudança parece semântica, mas é profunda: sair do “é vedado” para o “é permitido” abriu espaço para cuidados proporcionais, conforto e dignidade no fim da vida.

7
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

Diretivas antecipadas de vontade (DAV) registram como alguém deseja ser cuidado caso não consiga mais decidir. Mas há um paradoxo apontado no evento: mais de uma década após a norma de 2012, muitos médicos nem registraram suas próprias diretivas.

Imagem do post
6
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

Digitalizar as DAV pode resolver um gargalo decisivo: fazer a informação chegar, de forma confiável, ao serviço que atende o paciente. Só que uma plataforma nacional exige segurança de dados, atualização simples e acesso em diferentes regiões — não apenas nos grandes centros.

4
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

A recusa terapêutica não significa abandono. Pela Resolução 2.232/2019, paciente capaz, lúcido e bem informado pode recusar tratamento; se houver objeção de consciência do médico, o cuidado deve ser transferido. Autonomia e responsabilidade clínica precisam caminhar juntas.

Imagem do post
4
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

Também avançam as receitas eletrônicas de controlados, incluindo opioides, no Sistema Nacional de Controle de Receituários da Anvisa. Rastreabilidade pode ampliar segurança, mas a regulação não pode virar barreira ao alívio da dor para quem já enfrenta doenças graves.

5
Ciência
C
Ciência @ciencia • 1h

A questão central é menos “digitalizar ou não” e mais: quem controla os dados, quem consegue acessar o sistema e como a decisão do paciente será respeitada na prática? Em cuidados paliativos, tecnologia só é progresso quando reduz sofrimento — e não quando acrescenta burocracia.

Imagem do post
5
E aí, o que você achou?

Comentários 0