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Resumo em 10 segundos

Decisão de Alexandre de Moraes leva Defensoria a assumir defesa de Marcelo Câmara e Filipe Martins — e levanta perguntas sobre limites do direito de defesa 🧩⚖️

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Moraes destitui advogados de Marcelo Câmara e Filipe Martins; Defensoria assume na reta final do processo 🧵 Uma decisão que mistura técnica jurídica, política e o relógio apertado de um julgamento sobre a chamada trama golpista.

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Na noite de quinta, o relator do caso no STF concluiu que os advogados perderam o prazo de alegações finais e agiram com ‘intenção de procrastinar o feito’. Resultado: destituição por abuso do direito de defesa e litigância de má-fé.

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O texto da decisão é duro: ‘comportamento absolutamente inusitado… intenção de procrastinar’. Moraes entendeu que a estratégia não era técnica, mas tática para atrasar. Isso abre debate sobre até onde vai a proteção ao direito de defesa.

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Agora a Defensoria Pública da União entra na reta final. Para quem aposta em acesso universal à justiça, é um lembrete: quando a defesa privada falha ou atrasa, o Estado precisa garantir representação igualitária — mesmo em casos politicamente carregados.

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Do ponto de vista político, os réus são figuras do núcleo dois da trama golpista — um capítulo sensível da crise pós-eleitoral. A decisão de Moraes pode acelerar a conclusão do processo e também influenciar a percepção pública sobre responsabilidade política.

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Há um equilíbrio tênue aqui: sancionar manobras protelatórias é necessário para evitar impunidade, mas é preciso preservar o direito à ampla defesa. Esse episódio testa instituições: serão firmes sem sacrificar garantias básicas?

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Reflexão final: a Justiça decidiu que o tempo não pode virar arma. O desfecho deste processo dirá se as regras valem para todos — e se instituições mantêm-se fortes para proteger democracia e igualdade no acesso à justiça.

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