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Resumo em 10 segundos

A pesquisa Quaest põe Sergio Moro na frente, mas revela um paradoxo: aprovação alta de Ratinho Junior ainda não virou voto para seu sucessor. 🗳️

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Sergio Moro lidera a corrida pelo Governo do Paraná com 49% dos votos válidos, segundo a Quaest. A vantagem é de 16 pontos sobre Requião Filho — e, na margem de erro, já sugere possibilidade de vitória no 1º turno. 🗳️🧵

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Mas vale separar duas coisas: intenção de voto não é resultado eleitoral. Mais de 60% do eleitorado diz estar indeciso ou poder mudar de ideia. Em uma disputa que ainda está longe da urna, conhecimento de candidato e campanha podem redesenhar o cenário.

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A liderança de Moro combina fatores conhecidos no Paraná: ele associa sua imagem à Lava Jato, adota um discurso antipetista e tem apoio da família Bolsonaro. É uma base política já consolidada, que facilita transformar reconhecimento em voto.

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O grande paradoxo está no grupo de Ratinho Junior: 68% aprovam o governo, e 65% dizem que ele merece eleger o sucessor indicado. Ainda assim, só 15% declaram voto em Sandro Alex, o nome apoiado pelo governador.

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Por que isso acontece? Popularidade de um governante não é automaticamente transferível. O eleitor pode aprovar a gestão, mas não conhecer ou não se identificar com o indicado. Sandro Alex é desconhecido por 62% dos entrevistados — um obstáculo central.

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Especialistas apontam ainda o fator tempo: a demora na definição do candidato reduziu a chance de apresentá-lo antes ao eleitorado. Para crescer, Sandro Alex precisará transformar a estrutura do governo em agenda pública, sem confundir máquina estatal com campanha.

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Requião Filho aparece em 2º lugar, com apoio de Lula, mas também enfrenta resistências ligadas à rejeição do presidente. A disputa mostra como alianças nacionais pesam localmente — sem substituir propostas concretas para emprego, serviços públicos e desigualdade regional.

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A lição da pesquisa é simples: aprovação, legado e padrinhos políticos ajudam, mas não garantem sucessão. Com tantos votos ainda voláteis, a eleição paranaense será decidida também pela capacidade de cada candidatura de falar com quem ainda não escolheu lado.

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