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Resumo em 10 segundos

Dor ignorada, falta de informação e atendimento precário também podem ser violência menstrual. 🩸 Um guia gratuito quer mudar essa conversa.

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Dor menstrual ignorada, falta de absorvente, vergonha na escola e descaso no atendimento têm nome: violência menstrual. 🩸 A Girl Up Brasil vai lançar um almanaque gratuito para explicar isso sem tabu. 🧵

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A ideia vai além da pobreza menstrual — quando faltam absorventes, água limpa, banheiro e saneamento. Violência menstrual também acontece quando ninguém ensina sobre o ciclo, quando a dor é minimizada ou o cuidado digno é negado.

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A história de Marina Soares mostra o tamanho do problema: ela levou 10 anos para ter suas queixas ouvidas e receber diagnóstico de Somp. Nesse caminho, desenvolveu anemia e perdeu um ovário. Não deveria ser preciso chegar a esse ponto para ser levada a sério.

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E não é um caso isolado. Pesquisa da Vital Strategies Brasil com a UFJF analisou registros de 469 mil pacientes no Recife: só 0,5% dos registros de dor menstrual foram associados a códigos oficiais de doenças para diagnóstico e tratamento.

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Na prática, isso pode atrasar investigação de condições que causam dor pélvica incapacitante. “É normal sentir dor” vira uma frase perigosa quando serve para encerrar a conversa, em vez de abrir caminho para escuta e cuidado.

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O almanaque também chama atenção para o dia a dia: escolas sem protocolo para acidentes menstruais, pessoas sem poder fazer uma pausa no trabalho durante sintomas fortes e pouca educação menstrual. Saúde não pode depender de sorte, renda ou de quem te atende.

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O “Almanaque de Saúde Menstrual — Livres Para Menstruar” será disponibilizado gratuitamente pela Girl Up Brasil. Informação clara não resolve tudo, mas pode ser o começo para trocar silêncio e vergonha por acolhimento, diagnóstico e direitos. 🩸

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