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O orçamento até parece “preservado”, mas não acompanha a população envelhecendo nem a demanda por cuidados. 🏥

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Corrigir o gasto federal com saúde só pela inflação pode fazer o SUS deixar de receber, em média, R$ 30 bilhões por ano na próxima década. No acumulado, seriam R$ 300 bilhões a menos até 2036. 🏥🧵

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Parece detalhe técnico de orçamento, mas não é: corrigir só pela inflação mantém o dinheiro “igual” no papel. Só que a população cresce, envelhece e precisa de mais consultas, remédios, vacinas, exames e cuidados contínuos.

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Hoje, a regra prevê que a União aplique no mínimo 15% da Receita Corrente Líquida no SUS. Ou seja: quando a arrecadação cresce, os recursos para saúde também acompanham esse movimento.

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A correção apenas pela inflação já foi usada entre 2018 e 2022, no período do Teto de Gastos. Segundo o IEPS e a Umane, retomar essa lógica congelaria o orçamento real no patamar de 2026 — num sistema que já enfrenta subfinanciamento.

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Pra visualizar R$ 30 bilhões: é quase 3 anos de custeio federal das 57.585 equipes de Saúde da Família do país. Essas equipes são a porta de entrada para muita gente no SUS, especialmente em bairros e cidades menores.

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O valor também equivale a cerca de metade do que a União destinou à Atenção Primária em 2026, estimado em R$ 61,3 bilhões. E seria cerca de 8 vezes o custeio anual dos CAPS, fundamentais no cuidado em saúde mental.

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Debate fiscal é necessário, claro. Mas orçamento de saúde não é número abstrato: ele vira equipe, remédio, prevenção e atendimento perto de casa. Se a necessidade cresce e o recurso fica parado, a conta aparece na fila.

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