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Eleito com 118.566 votos em SP, Ney Santos chega à Câmara sob acusação do MP-SP de ligação com o PCC — acusação que ele nega. 🗳️⚖️

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Ney Santos (Republicanos) foi eleito deputado federal por São Paulo com 118.566 votos. O resultado abre um capítulo delicado em Brasília: o MP-SP o aponta como integrante do PCC — acusação que ele e sua defesa negam. 🗳️⚖️🧵

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A candidatura não passou sem contestação. O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação, alegando que uma eventual ligação com facção criminosa afrontaria a moralidade e a probidade exigidas de quem exerce mandato público.

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Mas o TRE-SP manteve o registro da candidatura por 3 votos a 2. A decisão ilustra uma tensão central: a Justiça Eleitoral precisa proteger a integridade das eleições sem atropelar o devido processo legal.

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Há um ponto indispensável: Ney Santos segue réu nas acusações relacionadas ao PCC, mas não foi condenado nem absolvido nesse caso. No sistema jurídico brasileiro, acusação não equivale a culpa — e o político contesta as alegações.

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Em outro processo, sobre suposta adulteração do número de uma arma, ele havia sido condenado em primeira instância. Na semana anterior à eleição, porém, o TJ-SP reverteu essa decisão e o absolveu.

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O caso também reacende a discussão sobre os filtros para candidaturas. Como impedir que estruturas criminosas capturem espaços de poder, sem transformar suspeitas ou disputas institucionais em condenações antecipadas?

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A resposta passa por investigação independente, transparência e Justiça com recursos para atuar. Quando o crime organizado se aproxima da política, quem mais perde é a população que depende de serviços públicos e representação confiável.

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