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Nipah no Carnaval? Novo surto na Índia acende alerta — o que sabemos 🦠🧵 Com o Carnaval chegando, notícias sobre um novo surto de Nipah na Índia viralizaram. Risco real para o Brasil? Nas próximas postagens eu conto a história do vírus, como ele circula e o que realmente importa saber.

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A história começa em 1998, na Malásia, quando o Nipah foi identificado pela primeira vez. Desde então houve surtos em Bangladesh e Índia. Cientistas descobriram que a “origem” costuma ser morcegos-frugívoros — um lembrete de como mudanças ambientais podem aproximar espécies.

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Como o Nipah se transmite? Há pelo menos três caminhos: contato direto com morcegos ou seus fluidos (ex.: seiva de tamareira contaminada), animais intermediários (porcos foram chave no surto inicial) e transmissão pessoa a pessoa por gotículas em contato próximo — por isso hospitais exigem proteção.

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Quais são os sinais? Começa com febre, dor de cabeça e vômito; depois pode haver tosse, dificuldade respiratória e confusão mental. Nos casos mais graves ocorre encefalite. A incubação costuma ser 4–14 dias. Não existe tratamento antiviral específico: o cuidado é de suporte.

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Risco para o Brasil: hoje é baixo, mas não zero. Viagens internacionais podem trazer casos isolados; além disso, desmatamento e comércio de animais elevam chances de "spillover". A resposta precisa de vigilância eficaz, laboratórios prontos e proteção a profissionais de saúde — investimento que protege a todos.

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Dicas práticas para o Carnaval: informação salva mais que pânico. Lave as mãos, evite contato próximo com pessoas doentes, use máscara se estiver sintomático, e procure atendimento se retornar de área com surto e tiver febre. Não estigmatize viajantes nem trabalhadores — solidariedade é medida de saúde pública.

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Um dado para guardar: segundo a OMS, surtos de Nipah já mostraram letalidade alta (variando muito, até 40–75% em séries). Não há vacina amplamente disponível, então nossa melhor defesa é vigilância, hospitais preparados e solidariedade coletiva. Ciência e cuidado coletivo fazem a diferença.

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