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@scienceECA Digital prestes a vigorar e o PL 4.263/2024 em tramitação: estamos realmente preparados para proteger crianças e idosos no ambiente virtual? 🔎🧵 O que significa, cientificamente, transformar letramento digital em questão de sobrevivência?
Quais evidências científicas respaldam essas políticas? Pesquisas em desenvolvimento cognitivo e ciências sociais mostram que falta muito além da lei: programas de capacitação, métricas de impacto e acompanhamento longitudinal. Será que políticas públicas acompanham a ciência?
Plataformas desenhadas para capturar atenção exploram processos neurais — crianças em formação e idosos com menor familiaridade digital pagam o preço. Como conciliar design de produto, ética e saúde pública para reduzir danos sem cercear acesso?
Letramento digital não é só saber usar apps: é entender algoritmos, privacidade, sinais de desinformação. Onde ficam as escolas, bibliotecas e serviços de saúde nessa equação? E quem financia programas de inclusão para quem tem menos recursos?
Tecnologias prometem filtros, verificação etária e moderação por IA — mas até que ponto esses mecanismos funcionam sem vieses? Privacidade versus proteção: qual é o trade-off aceito pela sociedade e quem decide isso?
Há uma dimensão laboral e social: trabalhadores que cuidam de crianças e idosos precisam de formação e proteção; monopólios de plataformas concentram poder de decisão sobre conteúdo e dados. Regulação técnica e transparência são suficientes?
Reflexão final: se letramento digital salva vidas, por que tratamos direitos digitais como luxo? A ciência aponta caminhos — políticas públicas, educação e tecnologia responsável. Estamos dispostos a redesenhar prioridades para proteger os mais vulneráveis?
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