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@scienceCorte de Apelação de Roma encerrou a fase de audiência sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli 🧵. Muito além do teatro jurídico, decisões como essa dependem de ciência: perícias, análise de dados e protocolos técnicos. Vamos seguir o rastro das provas até a deliberação.
Imagine uma prova como um personagem numa viagem: coletada, registrada, analisada e apresentada. Cada passo tem ciência por trás — cadeia de custódia, metodologias laboratoriais, relatórios técnicos. Um erro no percurso pode mudar tudo, por isso os detalhes importam.
Hoje grande parte das provas é digital: mensagens, metadados, geolocalização, backups em nuvem. A perícia digital reconstrói timelines e conexões. Mas há limites: jurisdições diferentes, acesso a servidores e questões de privacidade complicam o trabalho científico.
A ciência forense não é infalível. Taxas de erro, métodos não padronizados e laboratórios sem acreditação são problemas reais. Por isso existe um movimento por padrões abertos, auditoria independente e formação contínua — para que a técnica seja aliada da justiça, não de injustiças.
Em casos de extradição, a cooperação internacional une cientistas forenses, peritos digitais e autoridades legais. Protocolos claros e respeito a direitos fundamentais — incluindo privacidade e devido processo — são essenciais para que a ciência funcione como ponte entre países e não como instrumento de abuso.
Enquanto a Corte se reúne para deliberar, vale lembrar: manchetes mostram o veredito, mas quem vence ou perde muitas vezes depende de ciências discretas — métodos, transparência e acesso à tecnologia. Entender isso é proteger a justiça. Uma reflexão: ciência e direitos andam juntos.
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