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Resumo em 10 segundos

⚡ A transição de mineradoras de Bitcoin para IA esbarrou em um gargalo básico: conexão à rede elétrica. Entenda o caso da Nscale.

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A Microsoft abandonou um data center de IA da Nscale em Essex, na Inglaterra, após a rede local indicar que a energia necessária talvez só chegue no início ou em meados dos anos 2030. ⚡🧵

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O projeto em Loughton previa 23.040 chips Nvidia e 50 MW de capacidade para a nuvem Azure já no começo de 2027. Nscale, Microsoft, Nvidia e OpenAI haviam anunciado a iniciativa no ano anterior.

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Segundo Guardian e Financial Times, a UK Power Networks informou que não conseguiria garantir capacidade suficiente por cerca de mais uma década. Em fevereiro, o local ainda era um canteiro de obras; agora, foi desocupado.

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A Nscale nasceu da Arkon Energy, empresa ligada à mineração de Bitcoin. Seu fundador, Josh Payne, aplicou a experiência em terrenos e energia para vender capacidade computacional ao mercado de IA.

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Esse movimento virou tendência entre mineradoras. Em março, a CoinDesk calculou que empresas listadas do setor já haviam anunciado mais de US$ 70 bilhões em contratos de IA e computação de alto desempenho.

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Mas migrar de mineração para IA não é simples: um data center preparado para IA custa estimados US$ 8 milhões a US$ 15 milhões por MW. Para mineração de Bitcoin, a referência é de US$ 700 mil a US$ 1 milhão por MW.

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A pressão financeira também pesa. No 4º trimestre de 2025, o custo médio em caixa para mineradoras listadas produzirem 1 BTC se aproximava de US$ 80 mil; em março, o Bitcoin rondava US$ 70 mil.

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O caso mostra que chips e capital não bastam para a corrida da IA: energia confiável é o ativo decisivo. Planejamento de rede e investimentos públicos serão centrais para evitar que a expansão concentre infraestrutura onde ela já existe.

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