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Resumo em 10 segundos

🩺 Seis em cada dez brasileiros dizem ter boa saúde, enquanto excesso de peso e sedentarismo seguem em alta. O abismo entre percepção e prevenção merece atenção.

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🩺 Seis em cada dez brasileiros dizem ter saúde ótima ou boa. Mas 63% estão acima do peso e 42% não praticam atividade física. A pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center expõe um abismo entre como nos percebemos e os riscos que acumulamos. 🧵

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Não se trata de transformar peso em julgamento moral. Mas de olhar para evidências: 26% dos entrevistados têm obesidade pelos critérios da OMS, e o excesso de peso é associado a maior risco de mais de 10 tipos de câncer, incluindo mama, intestino, pâncreas e esôfago.

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O sedentarismo agrava esse cenário. Mesmo entre quem afirma se exercitar, a média é de só 2,4 dias por semana. Movimento regular ajuda a controlar o peso e reduz o risco de tumores como os de mama e intestino — além de apoiar o organismo no tratamento.

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Mas dizer apenas “faça exercício e coma melhor” simplifica um problema coletivo. Para 29%, alimentos frescos custam caro; 21% citam falta de tempo e cansaço. Entre quem ganha até um salário mínimo, 40% relatam dificuldade para se alimentar bem.

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A desigualdade aparece no prato: frutas, verduras e proteínas frescas não podem ser privilégio. Políticas de renda, oferta de comida de qualidade nos territórios, jornadas de trabalho mais humanas e espaços públicos seguros para atividade física também são prevenção em saúde.

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Há sinais positivos: 66% consomem alimentos frescos seis ou mais dias por semana. Ao mesmo tempo, ultraprocessados, frituras e bebidas açucaradas ainda entram na rotina. O álcool, classificado pela OMS como cancerígeno, também merece informação clara — sem alarmismo nem culpa.

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A principal questão não é se cada pessoa “parece saudável”. É se o país oferece condições reais para que todos possam cuidar da saúde antes da doença. Prevenção eficaz começa no cotidiano, mas depende de escolhas individuais terem suporte coletivo.

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