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🍫 Fragmentos de cerâmica em Etowah guardavam DNA que pode reescrever o mapa das conexões indígenas nas Américas.

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Um vestígio de cacau amazônico pode ter sido encontrado nos arredores de Atlanta — séculos antes da chegada dos europeus. 🍫🧵 Fragmentos de cerâmica da antiga cidade indígena de Etowah revelaram DNA compatível com a fruta.

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A cena começa entre os séculos 11 e 12: em Etowah, uma grande cidade de povos indígenas onde hoje fica a Geórgia, recipientes cerâmicos eram usados em rituais junto a monumentos de terra batida.

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Ao analisar os fragmentos, pesquisadores identificaram DNA de Theobroma cacao, o cacaueiro. A hipótese é que as vasilhas tenham servido uma bebida à base de cacau — algo extraordinário tão longe das regiões tropicais.

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O cacau já era conhecido como símbolo de prestígio e ritual em partes da América Central. Mas chegar ao sudeste dos atuais EUA exigiria uma longa cadeia de trocas, encontros e conhecimentos compartilhados entre povos.

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Até agora, o caso mais famoso no território dos EUA estava no Novo México: cerâmicas Pueblo tinham teobromina, molécula presente no cacau. Etowah amplia esse possível mapa para bem mais a leste.

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A descoberta ainda precisa passar pelo crivo da comunidade científica. Se confirmada, lembra que as Américas pré-colombianas não eram um mosaico de povos isolados: eram territórios de circulação, inovação e redes indígenas complexas.

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