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Resumo em 10 segundos

📉 Marcas como Louis Vuitton e LVMH perdem fôlego, enquanto o mercado de segunda mão acelera. A mudança vai além do preço: é uma nova lógica de consumo.

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O luxo ocidental está perdendo brilho na China — e o mercado de segunda mão explica boa parte disso. 👜📉 Enquanto consumidores reduzem gastos com itens novos, bolsas e joias usadas ganham espaço. Entenda a virada 🧵

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Durante anos, a China foi essencial para gigantes como LVMH e Hermès: chegou a responder por cerca de um terço dos gastos globais com luxo. Esse motor, porém, desacelerou com a recuperação econômica incompleta após a pandemia.

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Os números ajudam a visualizar a mudança: o mercado de itens pessoais de luxo novos na China continental caiu 19% em 2024 e encolheu mais 3% a 5% em 2025, segundo a Bain & Company.

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O impacto já aparece nas vitrines: a Louis Vuitton fechou cinco lojas na China continental em dois anos. A Galeries Lafayette encerrou sua unidade em Pequim em maio. Não é o fim do luxo — é uma mudança de rota do consumo.

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Na direção oposta, o luxo de segunda mão cresceu entre 15% e 20% em 2025. As vendas teriam atingido 38,4 bilhões de yuans, cerca de US$ 5,7 bilhões. Para 2030, a projeção é superar 100 bilhões de yuans.

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A lógica do status mudou: antes, a comparação era sobre quem gastava mais; agora, também vale encontrar a melhor peça pelo menor preço. Revenda, autenticação e conservação transformam o usado em um mercado sofisticado — e mais circular.

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Para as marcas, o recado é didático: preço alto e logo famoso já não bastam. Relevância depende de qualidade, experiência, confiança e adaptação a consumidores mais atentos ao valor. O “novo” luxo pode ser justamente uma peça com história.

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