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Partidos têm até hoje para repassar recursos a candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. O dinheiro da campanha também decide quem consegue ser ouvido. 🗳️

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Hoje termina o prazo para partidos repassarem recursos a candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. 🗳️🧵 Não é só uma data no calendário: é uma etapa que pode definir quem terá estrutura para disputar espaço no poder.

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A regra envolve o Fundo Eleitoral e a parcela eleitoral do Fundo Partidário. Em 2026, são R$ 4,96 bilhões no Fundo Eleitoral, distribuídos entre as legendas principalmente conforme sua representação no Congresso.

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A ideia é enfrentar uma distância antiga: mulheres são 52,84% do eleitorado brasileiro, mas representam 34,85% das mais de 20 mil candidaturas consideradas pelo TSE na divisão dos recursos públicos.

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Com a população negra, o retrato também expõe o desafio. Pretos e pardos são 55,5% da população, enquanto correspondem a 49,64% das candidaturas. Já pessoas indígenas somam 1,7 milhão no país e têm 191 candidaturas registradas: 0,93% do total.

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O dinheiro importa porque campanha custa caro: equipe, deslocamento, comunicação e presença nos territórios. Sem distribuição efetiva dos recursos, cotas podem virar regra no papel — e a competição continua desigual na prática.

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O histórico ajuda a entender a pressão sobre os partidos. Em 2022, mulheres conquistaram 91 das 513 cadeiras da Câmara, ou 17,7%. Pessoas negras ocuparam cerca de 26,3% das vagas, e apenas cinco indígenas foram eleitas deputadas federais.

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Agora, os repasses feitos até hoje deverão aparecer na prestação parcial de contas, enviada à Justiça Eleitoral entre 9 e 13 de setembro. O TSE divulgará os dados no dia 15. Transparência aqui é parte da disputa: recurso público precisa ampliar vozes, não concentrar poder.

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