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Mensagens atribuídas a estudantes de medicina reacendem um debate bem maior: competência técnica sem ética e respeito basta? 🩺

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Mensagens atribuídas a estudantes de medicina da Unisa, em SP, com ofensas a nordestinos, bolsistas e colegas por posicionamento eleitoral viraram denúncia séria. E isso abre uma conversa urgente sobre formação médica. 🩺🧵

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Segundo apuração da Folha, as mensagens circularam num grupo de WhatsApp criado por alunos, que reunia cerca de 984 pessoas e também era usado para discutir ensino, resultados do Enamed e demandas estudantis.

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A Unisa afirmou que grupos criados por estudantes são espaços privados, sem vínculo institucional e fora de seu alcance técnico para moderação. Ao mesmo tempo, reforçou que suas normas repudiam preconceito, discriminação e intolerância.

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Mas tem um ponto que não dá pra ignorar: medicina não é só decorar anatomia, acertar diagnóstico ou passar em prova. A profissão lida com pessoas reais, de toda origem, renda, região, raça, gênero e visão política.

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Quando ataques atingem nordestinos, alunos do Prouni ou quem precisa vender lanche para permanecer na faculdade, o debate encosta na própria desigualdade de acesso à educação médica — uma das graduações mais caras e seletivas do país.

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Ética profissional também se aprende na convivência. Universidades podem não controlar conversas privadas, mas têm dever pedagógico de oferecer canais seguros de denúncia, acolhimento e medidas claras quando a comunidade é afetada.

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No fim, a pergunta é simples e incômoda: que tipo de cuidado alguém oferece se enxerga parte dos pacientes como inferior? Ciência e técnica salvam vidas; respeito, escuta e responsabilidade definem para quem esse cuidado realmente chega.

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