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Resumo em 10 segundos

De menos de 1% para 28%: crianças passaram a desenhar mais cientistas mulheres. É avanço — mas ainda expõe um imaginário científico desigual. 🔬

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Crianças desenham mais mulheres cientistas do que há 50 anos — mas a paridade ainda parece distante. 🔬🧵 Um levantamento com mais de 20 mil desenhos mostra como representação muda o que meninas e meninos imaginam ser possível.

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O estudo da Universidade Northwestern revisou 78 pesquisas, do jardim da infância ao ensino médio. Nos anos 1960 e 1970, menos de 1% dos desenhos identificava uma mulher como cientista. Entre 1985 e 2016, a média chegou a 28%.

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É um salto importante, mas o número pede cautela: se mulheres são metade da população, por que aparecem em pouco mais de 1 em cada 4 imagens de “uma pessoa cientista”? O imaginário coletivo muda — só que não na velocidade da igualdade.

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A chave está na visibilidade. Durante décadas, a escola apresentou a ciência por uma galeria quase exclusiva de homens, frequentemente europeus e já mortos. Sem referências contemporâneas e diversas, a carreira científica parece um território alheio.

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O experimento “Draw-a-Scientist” mostra algo simples e profundo: desenhos não são só desenhos. Eles registram estereótipos absorvidos cedo e ajudam a medir se crianças conseguem se reconhecer — ou não — no futuro que lhes é apresentado.

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O recorte disponível termina em 2016. Desde então, redes sociais ampliaram o alcance de divulgadoras, pesquisadoras e estudantes de ciência. Mas visibilidade digital não substitui investimento em escolas, bolsas, laboratórios e permanência acadêmica.

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Em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, criado pela Unesco, lembra que representar importa. Não como gesto simbólico isolado, mas porque influencia quem entra, permanece e lidera a produção de conhecimento.

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A pergunta que fica é reveladora: se uma criança desenhasse “uma cientista” hoje, quem apareceria no papel? Quanto mais plural for essa resposta, maior a chance de a ciência deixar de parecer exceção e passar a ser uma possibilidade real.

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