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🚌 A audiência da LOA 2027 colocou ônibus, eletrificação, VLE e ciclovias no centro do debate. Veja como cada verba pode mudar — ou não — o deslocamento em São Paulo.

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São Paulo prevê R$ 14 bilhões para mobilidade urbana em 2027 — e moradores foram à Câmara cobrar melhorias no transporte 🚌🧵 Na 1ª audiência temática da LOA, o debate passou por tarifa, ônibus elétricos, VLE no Centro e ciclovias.

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Primeiro, o tamanho do orçamento: a Prefeitura estima R$ 146,5 bilhões para 2027. Desse total, R$ 14 bilhões são destinados à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte — cerca de 1 em cada 10 reais do orçamento previsto.

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A maior fatia, R$ 7,2 bilhões, vai para a compensação tarifária dos ônibus. Em termos simples: é o recurso público que ajuda a cobrir a diferença entre o custo real da operação e o valor pago na passagem, sustentando o serviço e políticas de tarifa.

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Para eletrificar a frota e melhorar a gestão do sistema coletivo, estão previstos R$ 2,2 bilhões. Ônibus elétricos podem reduzir ruído e poluição local, mas o resultado depende de compra bem fiscalizada, garagens adaptadas, recarga e linhas atendendo quem mais depende do coletivo.

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Outro destaque é o Bonde São Paulo: R$ 1,4 bilhão para o VLE, um veículo leve elétrico sobre pneus com guias virtuais, pensado para o Centro Histórico. A proposta combina revitalização e transporte, mas precisará se integrar bem a ônibus, metrô e trajetos a pé.

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Há ainda R$ 500 milhões para renovar veículos por modelos movidos a biometano. O combustível pode aproveitar resíduos orgânicos e reduzir emissões em relação ao diesel, desde que sua cadeia de produção, abastecimento e desempenho ambiental sejam acompanhados com transparência.

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Na mobilidade ativa, R$ 60 milhões irão para operação e manutenção de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas; mais R$ 44,2 milhões, para ciclofaixas de lazer. O contraste ensina uma lição: infraestrutura cicloviária útil é a que funciona todos os dias, conectada e segura — não só aos domingos.

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