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A guerra expôs a dependência de uma das rotas energéticas mais vitais do planeta — e acelerou uma corrida por dutos, portos e novas rotas. ⚡🌍

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O Estreito de Ormuz pode se tornar “obsoleto” em até 5 anos, segundo o CEO do HSBC, Georges Elhedery. ⚡🧵 A guerra entre EUA e Irã está acelerando investimentos em dutos e portos alternativos no Golfo — com efeitos diretos sobre energia, fretes e inflação global.

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Antes do conflito, cerca de 1/5 do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito passava por Ormuz. Essa concentração é o problema: quando uma única passagem vira gargalo, uma crise regional rapidamente se transforma em risco para toda a economia mundial.

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A resposta dos países do Golfo é construir rotas terrestres até portos fora da zona de risco. Em tese, isso reduz a vulnerabilidade logística. Na prática, exige capital, anos de obras, acordos políticos e capacidade de manter infraestrutura crítica protegida.

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Os números ajudam a dimensionar a corrida: Oriente Médio, Norte da África e Turquia têm US$ 872 bilhões em projetos individuais ofertados, dentro de um pipeline de infraestrutura de US$ 1,4 trilhão ainda não contratado, segundo dados citados pelo HSBC.

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Mas chamar Ormuz de “desnecessário” pode ser mais uma projeção estratégica do que uma previsão consolidada. Dutos têm capacidade limitada, custos elevados e trajetos fixos. Uma hidrovia concentra risco; uma rede terrestre pode apenas redistribuí-lo.

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O mercado enxerga oportunidade, mas a economia real já sente o choque: após crescer 3,3% em 2025, a região de Oriente Médio, Norte da África e Paquistão pode contrair 1,3% neste ano, prevê o Banco Mundial. A recuperação esperada para 2027 tende a ser desigual.

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Há uma contradição central: mais infraestrutura pode trazer resiliência, empregos e integração comercial, mas também ampliar a dependência de combustíveis fósseis. O teste será usar esses investimentos para diversificar energia e benefícios econômicos — não só deslocar o mesmo risco no mapa.

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