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Resumo em 10 segundos

Agressões no atendimento deixam de ser “casos isolados” e passam a virar dados para prevenir riscos. 🩺📊

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Na Paraíba, 80% dos médicos ouvidos em uma pesquisa relataram já ter sofrido violência verbal no trabalho. 🩺 O CRM-PB criou um Observatório para transformar essas agressões em dados e prevenção. 🧵

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A ideia é simples, mas importante: parar de tratar cada agressão como episódio isolado. O Observatório vai reunir informações para entender onde, quando e em quais situações o risco é maior.

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Entram no radar agressões verbais, morais, físicas e sexuais. O levantamento divulgado em fevereiro de 2026 mostra que o problema vai muito além de uma discussão pontual no corredor de um hospital.

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Hospitais, clínicas e outras unidades — públicas ou privadas — deverão comunicar as ocorrências ao CRM-PB por formulário eletrônico. E o próprio médico poderá notificar diretamente, caso a unidade não registre.

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Em situações graves, a notificação deve ser feita em até 72 horas depois que o responsável souber do caso. Nas demais, o prazo é de até cinco dias úteis. Isso não é prazo para fiscalização começar; é para o registro chegar ao Conselho.

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Com os dados organizados, o CRM-PB pretende orientar fiscalizações e dialogar com gestores, segurança pública, Ministério Público e até propor mudanças na legislação. Prevenção boa começa sabendo exatamente onde está o problema.

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Proteger quem atende não significa ignorar pacientes e acompanhantes: ambientes de saúde sobrecarregados alimentam tensão para todo mundo. Mais equipes, estrutura, acolhimento e protocolos claros reduzem conflitos antes que virem violência.

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Quando a violência ganha mapa, padrão e número, fica bem mais difícil fingir que ela não existe. Cuidar de quem cuida também é uma questão de segurança e qualidade da saúde pública.

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