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⛽ O barril acima de US$ 116 pressiona o subsídio ao diesel. Entre segurar preços e cobrir a defasagem, governo e Petrobras encaram uma escolha cara.

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Petróleo em alta, diesel represado e um subsídio de R$ 2,12 por litro perto do vencimento: a conta voltou ao centro da economia brasileira. ⛽🧵

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O barril fechou a US$ 116,93 na sexta, maior nível desde abril, após ataques a refinarias e aeroportos na Arábia Saudita. Choques geopolíticos chegam rápido à bomba — e ainda mais rápido ao orçamento público.

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Segundo a StoneX, o diesel importado custava R$ 6,76/litro. As subvenções totais, de R$ 3,52, não cobriam nem metade desse valor. Ou seja: congelar o preço não elimina o custo; apenas muda quem paga e quando.

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Nas refinarias da Petrobras, a defasagem do diesel era de R$ 3,53 por litro ante a paridade de importação. No mercado médio, R$ 3,29. É um abismo maior que o da gasolina, cuja diferença estava perto de R$ 0,42 a R$ 0,58.

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O subsídio pode ser renovado por 30 dias, mas isso compra tempo, não solução. Diesel caro encarece frete, alimentos e transporte coletivo; subsídio amplo, por sua vez, consome recursos que poderiam ser mais focalizados e transparentes.

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Há também o dilema da Petrobras: segurar preços muito abaixo do mercado protege consumidores no curto prazo, mas pode pressionar margens, importadores e investimentos. Reajustes tardios tendem a concentrar a dor em uma única alta.

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A questão não é apenas “aumentar ou congelar”. Uma política duradoura exigiria regras previsíveis, proteção direcionada a transportadores e transporte público, estoques estratégicos e menos dependência de um combustível sujeito a crises globais.

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O diesel revela uma fragilidade estrutural: o Brasil produz petróleo, mas continua vulnerável à cotação internacional e ao câmbio. Quando o barril sobe, a escolha é sempre a mesma — repassar agora ou pagar a conta depois.

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