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Resumo em 10 segundos

O Cremers acionou a ANS após relatos de atendimentos em coloproctologia sem RQE. Entenda por que isso importa para a segurança do paciente. 🩺

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Um plano de saúde foi oficiado pelo Cremers após relatos de encaminhamentos para coloproctologia, em Porto Alegre, com médicos sem registro de especialista na área. O caso agora foi levado à ANS. 🩺🧵

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Primeiro, o que é coloproctologia? É a especialidade que cuida de doenças do intestino grosso, reto e ânus — incluindo hemorroidas, fissuras, doença inflamatória intestinal e câncer colorretal.

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O ponto central é o RQE: Registro de Qualificação de Especialista. Ele comprova que o médico concluiu a formação reconhecida naquela especialidade e está registrado como especialista no Conselho Regional de Medicina.

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Segundo o Cremers, os profissionais indicados pelo plano não teriam RQE em coloproctologia, embora estivessem atendendo pacientes nessa área e indicando procedimentos cirúrgicos. São informações que ainda precisam ser apuradas pelos órgãos responsáveis.

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Isso não significa que um médico sem RQE seja automaticamente incapaz de atender qualquer queixa digestiva. Mas, diante de casos especializados ou da indicação de cirurgia, qualificação específica e transparência são essenciais para decisões seguras.

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O Conselho pediu que a ANS investigue a conduta da clínica, do plano e dos envolvidos, além de verificar a assistência oferecida. A regulação da saúde suplementar existe justamente para que escolhas administrativas não reduzam a qualidade do cuidado.

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Para pacientes, vale uma dica prática: antes de marcar consulta, pesquise o nome do médico no portal do CRM e confira se há RQE na especialidade anunciada. Informação clara é parte do direito a uma assistência segura e de qualidade.

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O caso reforça uma regra simples: planos de saúde não devem transformar acesso à assistência em um labirinto de encaminhamentos. Quando há necessidade de especialista, a rede precisa oferecer cuidado adequado — e isso merece fiscalização.

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