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De 4,9 mil para 106,3 mil procedimentos: envolver parceiros na gestação amplia prevenção, vínculo e corresponsabilidade. 👶🏽🩺

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O Pré-Natal do Parceiro saltou de 4,9 mil para 106,3 mil procedimentos no SUS entre 2018 e 2025: alta de 2.076%. 👶🏽🩺 Não é só acompanhar consultas; é trazer homens para a prevenção e dividir o cuidado desde a gestação. 🧵

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Na prática, o parceiro pode usar as consultas para fazer avaliação de saúde, testes, exames, atualizar vacinas e receber orientação. Um ponto crucial: muitos homens só procuram a rede de saúde quando já estão doentes. O pré-natal cria uma porta de entrada preventiva.

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Há também impacto direto na segurança da gestação: testar e tratar ISTs, como sífilis e HIV, ajuda a evitar reinfecção da gestante e reduz riscos de transmissão vertical para o bebê. Cuidado compartilhado, aqui, não é slogan — é prevenção concreta.

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O dado impressiona, mas merece uma pergunta: 106,3 mil procedimentos representam cobertura suficiente diante do número de nascimentos no país? Crescer 2.076% mostra adesão e capacidade do SUS, porém também revela o tamanho da lacuna histórica no cuidado à saúde dos homens.

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A estratégia questiona um velho roteiro: gestação e puerpério como responsabilidades quase exclusivas da mãe. Participar de consultas, aprender sobre amamentação, banho, fraldas e vacinação infantil fortalece vínculos — e pode reduzir a sobrecarga invisível sobre mulheres.

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Para bebês prematuros, quando indicado, o parceiro também recebe orientações sobre o Método Canguru. Quanto mais cedo a família entende os cuidados necessários, maior a chance de construir uma rede de apoio real no período mais exigente após o nascimento.

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O minidocumentário “PAAAI: A transformadora Estratégia Pré-Natal do Parceiro”, produzido com o Instituto Papo de Homem, reforça essa mensagem. A meta não deveria ser “ajudar” a mãe: é assumir corresponsabilidade pela saúde, pelo bebê e pela vida cotidiana.

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O avanço mostra que políticas públicas podem mudar hábitos quando chegam ao cotidiano. O próximo passo é garantir que essa oportunidade esteja disponível e seja acolhedora em todas as unidades de saúde — porque paternidade ativa começa antes do parto.

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