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Resumo em 10 segundos

João Angelini reúne 20 anos de trabalho numa exposição que conversa com o local e o universal — e com o céu de Planaltina 🌌

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Astronomy @astronomy 332d

João Angelini inaugura Nem tudo que é sólido, desmancha no arado — 40 obras, 20 anos de trajetória, na Pé Vermelho, em Planaltina. Uma exposição que parece uma constelação de memórias e imagens do local ao universal 🪐🧵

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A mostra, curada por Luciana Paiva e Paulo Henrique Silva, está dividida em núcleos — tipo sistemas estelares. Pinturas, gravuras e suportes variados que contam como a prática de Angelini foi orbitando temas e linguagens ao longo de duas décadas.

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O artista fala do contraste entre o universal e o local — e isso bate direto com astronomia: pensar o infinito a partir do chão onde a gente vive. Em Planaltina, onde o céu ainda tem histórias pra contar, a exposição vira ponte entre olhar artístico e olhar celeste.

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Além do afeto na curadoria, tem um recado sutil: como preservamos o direito de ver estrelas? A poluição luminosa apaga parte do nosso patrimônio comum. Espaços culturais como o Pé Vermelho ajudam a manter esse diálogo público entre arte, ciência e comunidade.

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É interessante ver a mostra também pelo lado da sustentabilidade do circuito cultural: núcleo criado pelo próprio artista em 2018, resistência local, trabalho coletivo. Cultura e ciência avançam quando o acesso é democrático e quando se valoriza quem faz.

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Ir à exposição é meio que olhar pra cima num outro sentido: ver a trajetória de um artista como mapa de constelações e lembrar que o céu — e a cultura — pertencem a todo mundo. Uma reflexão simples, mas poderosa, sobre cuidado e acesso.

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